terça-feira, 9 de junho de 2026

DOCUMENTÁRIO FINALIZADO: "LUZES DA MEMÓRIA: O CINEMA DE RUA DE AREIA BRANCA"

 



O filme de ficção que outrora foi sonhado, ficou para uma próxima oportunidade. Anuncio aqui a finalização do documentário que teve a contribuição de amigos da cidade de Areia Branca. O nome do filme está na imagem acima. É um projeto pequeno e humilde, mas feito de coração. Em breve colocaremos aqui o link do documentário que poderá ser visto na plataforma do Youtube. Aguardem!!!


Angelo Vale

quinta-feira, 7 de maio de 2026

PROJETO DE UM FILME SOBRE ANTIGO EDIFICIO DO CINE MIRAMAR




 A produtora ainda de nome fictício "Salt Free produções", mantem um projeto de um filme que fala sobre o extinto edifício que funcionava o Cine Miramar. O filme que é um curta, deve ter uma duração entre 15 a 20 minutos e foi inspirado no desejo,  na nostalgia e no sonho das pessoas que viveram a época de ouro do cinema de rua. A produção está à espera de obter recursos para colocar em prática a ideia. Será algo exclusivo e nunca realizado na cidade.


Angelo Vale

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O TRADICIONAL CORTEJO A IEMANJÁ NO PENÚLTIMO DIA DO ANO



Hoje, dia 30 de Dezembro, numa tarde quente e ensolarada, como de costume ocorreu o tradicional cortejo a Iemanjá no cais de Areia Branca.  Devotos cantaram, dançaram e saíram em balsas para entregar oferendas nas proximidades do pontal da Praia do Meio. Este ano  teve um número maior de participantes e sempre é marcado por muita fé, alegria e entusiasmo. As imagens abaixo falarão por si.


Angelo Vale


























domingo, 7 de dezembro de 2025

A ORIGEM DA DATA NATALINA

 



A definição do dia 25 de dezembro como data oficial da celebração do Natal resulta de um processo histórico complexo, que envolve interações entre tradições cristãs e práticas culturais do mundo antigo. A Bíblia não fornece informações precisas sobre o dia do nascimento de Jesus Cristo, e os primeiros cristãos não demonstravam grande interesse em determinar essa data, concentrando-se sobretudo na celebração da Páscoa, considerada o ponto central da fé cristã.

A partir do século IV, com a consolidação do cristianismo como religião permitida e posteriormente oficial do Império Romano, surgiu a necessidade de estabelecer um calendário litúrgico mais estruturado. Nesse contexto, a Igreja escolheu o dia 25 de dezembro para simbolizar o nascimento de Cristo. Essa escolha não foi arbitrária: ela dialogava com festividades pagãs já enraizadas na sociedade romana, especialmente a celebração do Sol Invictus, realizada durante o solstício de inverno no hemisfério norte. Tal festa marcava o “renascimento” do sol após o período de menor luminosidade do ano, o que oferecia um forte simbolismo para os cristãos, que identificavam Cristo como a “Luz do Mundo”.

Outro elemento cultural que influenciou a formação da data natalina foi a Saturnália, festividade dedicada ao deus Saturno, caracterizada por banquetes, troca de presentes e suspensão temporária das hierarquias sociais. Com o passar do tempo, alguns desses costumes foram reinterpretados e integrados às comemorações cristãs, contribuindo para a construção de uma identidade festiva para o Natal.

Assim, o estabelecimento do dia 25 de dezembro ilustra um processo de ressignificação cultural, no qual práticas anteriores foram adaptadas a novos sentidos religiosos. O Natal, tal como celebrado atualmente, é resultado dessa fusão entre tradições cristãs e influências pagãs, que ao longo dos séculos contribuíram para transformar a data em um dos eventos mais relevantes e universalmente reconhecidos do calendário ocidental.

Apesar de ser uma data criada em tradições e raízes católicas, várias vertentes do cristianismo mantém a data oficial e comemorativa em vários países do mundo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

AREIA BRANCA: A CIDADE QUE DESTRUIU SEU PASSADO

 

Essa postagem está focada no acervo arquitetônico histórico da cidade e da importância da preservação dos mesmos. Tais edificações acabam contando a historia e a vida de pessoas de uma determinada época, e dessa forma preservando a identidade de um povo e de uma cultura. Infelizmente Areia Branca não é um bom exemplo. Dos prédios publicos, o único com aspecto original é o mercado público antigo e mesmo assim, prefiro não acreditar que o mesmo esteja fadado a ruinas no chão. Sem esquecer que o único museu da cidade é de propriedade particular e a biblioteca pública desde sua origem nunca teve seu prédio próprio, sempre situado ao longo do anos em locais alugados.

Abaixo vou listar alguns prédios e sua atual situação:

  • Escola Valdeci Nunes - Local: Rua Francisco Ferreira Souto. Estado atual: Demolida. Hoje no local se encontra um supermercado;
  • Coletoria estadual - Local: Rua Francisco Fausto. Estado atual: Fachada modificada, restando poucos detalhes do prédio original. Se encontra no local o anexo da atual escola Valdeci Nunes;
  • Escola Estadual Desembargador Silvério Soares- Local: Rua Francisco Fausto. Estado Atual: não resta nada da belíssima arquitetura do passado. Hoje o local é sede de um prédio quadrado e de estética desproporcional que é a atual escola Valdeci Nunes;
  • Colégio Meu Garoto, Casa do Ancião e moradia de figuras ilustres do passado - Local: Rua Joca Soares. Estado atual: Fachada original se mantém, mas o prédio está abandonado e tudo indica que irá ao chão em breve;
  • Escola Estadual Conselheiro Brito Guerra - Local: Rua Mestre Silvério Barreto. Estado atual: modificações acentuadas do que era uma belíssima fachada. Modificações futuras poderão ocorrer;
  • Cine Miramar - Local: Rua Francisco Fausto. Estado Atual: demolido e no local se encontra um projeto moderno com mais de 12 anos paralisado;
  • Casa Paroquial - Local: Rua Cel. Liberalino - Estado atual: vendida e demolida, dando lugar a um prédio comercial;
  • Igreja Matriz Nossa Sra. da Conceição - Local: Cais da cidade. Situação atual: plataforma modificada e escadaria removida, dando lugar a um projeto duvidoso com a finalidade de caracterizar uma embarcação;
  • Mercado Público antigo: Local: Rua Barão do Rio Branco. Estado atual: Fachada com rachaduras e detalhes faltantes. A sugestão seria remover a estrutura do andar superior que pode está sobrecarregando a estrutura geral e assim, finalizar com sua possível restauração;
Existem outras edificações que não estão nessa lista de deliberadamente foram destruídas sem o minimo amor e respeito ao bem historico e cultura. As praças públicas não escapam disso. A praça conhecida como Praça Luiz Fausto ou Praça do Pôr-do-sol, foi modificada várias vezes e no último projeto, deixou de ser praça, para ser um pequeno centro comercial.

Abaixo, algumas imagens dos prédios:









Um povo sem memória é um povo sem identidade.”


Texto: Angelo Vale

Fotos: Angelo Vale (exceto a última).